Café do conhecimento

Um café do conhecimento reúne pessoas que tenham interesse mútuo para uma conversa aberta e criativa. O principal objetivo, mesmo que realizada em formato de reunião, é dar ênfase ao diálogo que permita as pessoas compartilharem idéias e aprenderem uns com os outros.

É uma oportunidade de incentivar as pessoas a construírem alternativas em torno de um problema.

Um café do conhecimento é uma maneira de ter uma discussão em grupo, para refletir, e para desenvolver e compartilhar todos os pensamentos e idéias que irão surgir, de uma maneira agradável e sem conflito durante o encontro. Não há julgamentos e,
normalmente, leva ao desenvolvimento de uma percepção mais profunda da usual. Para uma boa prática sugere-se:

Um café do conhecimento é mais eficaz quando formado entre 15 e 50 participantes. Trinta é um número ideal de pessoas. Se houver mais de 50 participantes, geralmente é necessário empregar microfones para a conversa de um grupo grande, e isso tende a inibir o fluxo da conversa. Uma a duas horas é necessário para um eficiente café de conhecimento.

A única regra é a velocidade que o encontro é realizado de tal forma que a maioria do tempo é gasto em conversa. As apresentações e sessões de feedback não têm lugar nos cafés do conhecimento.

Quem pode usar a técnica café do conhecimento?

Mesmo nas empresas hierárquicas, não há regras para o uso da técnica café do conhecimento. Uma boa aplicação dos cafés do conhecimento depende da cultura da organização. Recomenda-se o método a seguir:

Preparação do café do conhecimento:

a)    é necessário nomear um facilitador. Ele será o incentivador para a participação de todos;

b)    Levantar uma questão de relevância para a discussão entre os participantes;

c)    Fornecer café ou chá é apenas uma opção. O ambiente deve ser confortável e agradável.

Durante o café:

a) o facilitador deve iniciar o café esclarecendo os conceitos e finalidades do encontro e colocar a questão a ser discutida;

b) Os participantes devem reunir-se em grupos para discutir a questão;

c) Todos tem a oportunidade de falar, sem críticas ou interrupções dos outros participantes do grupo;

d) Após todos compartilharem as opiniões, o grupo continua a discussão juntos e em grupo;
Após o café (resultados):

O principal valor de um café do conhecimento é a ligação de idéias e pensamentos que as pessoas fizeram umas
com as outras. Os participantes são estimulados a pensarem em torno de um problema e por sua vez, serem criativas. Os resultados precisam ser arquivados para que o conhecimento compartilhado possa ser reutilizado e útil.

 

Fontes: IDeA2008 e APO 2010.

LEASK, M. et.al.; IDEA: Knowledge Management Tools and Techniques: helping you access the right knowledge at the right time. UK, 2008.

ASIAN PRODUCTIVITY ORGANIZATION (APO). Knowledge Management Tools and Techniques Manual, 1-2-10, Hirakawacho, Chiyoda-ku, Tokyo, 2010.

Portais Corporativos e os e-knowledge market

Olá caros amigos(as). Estive lendo sobre “conhecimento” e observei, com base em diversos autores, que o conhecimento na forma de capital intelectual pode ser disseminado de diversas formas e também pode ser um modelo de negócio para as organizações.

Com a globalização, organizações de todos os continentes têm a necessidade de repensar os seus modelos de negócio. Fazer adaptações e inovações não é mais uma opção para as organizações, mas sim uma obrigação para empresas modernas e para a sobrevivência em um ambiente tão competitivo. Existem poucas saídas senão a sistemática revisão da estratégia e também o alinhamento da aprendizagem como um objetivo estratégico das organizações.

Uma das formas de se otimizar o uso e compartilhamento do aprendizado e assim melhorar a gestão do conhecimento, é a utilização de portais corporativos.

Lendo Quintanilla e Nogueira (2004) entendi que o modelo de portal corporativo tem a funcionalidade de oferecer acesso às informações e aplicações de forma simples e prática. Esses Portais oferecem acesso a grandes números de colaboradores e promovem o interligamento através de redes de relacionamento.

Os portais corporativos podem estender relacionamentos e estabelecer bases de redes além dos limites das empresas. Essa visão inclui ciclos de inovação mais rápidos e propicia melhores ambientes de aprendizado, melhora o relacionamento e atendimento aos clientes, alinhamento com parceiros comerciais e geram receitas maiores com custos mais reduzidos.

Na era das redes, um desenvolvimento interessante vem surgindo relacionado a otimização da troca de conhecimento, os chamados mercados E-Conhecimento (e-knowledge market).  Esses mercados são um modelo de negócios que estão surgindo com o aumento da utilização da internet e tornaram mais eficientes os mercados de compra e venda dos “serviços de conhecimento”.

Nos mercados de e-knowledge os vendedores de capital intelectual e propriedade intelectual podem encontrar compradores potenciais desses bens, por exemplo, em fóruns on-line.

Um escritor chamado David Skyrme elaborou um projeto para pesquisar essa capitalização e teve como resultado um livro chamado Capitalizing on Knowledge: from e-business to k-business (capitalizando o conhecimento: de e-business para k-business).

Outro autor, Bryan Davis, sobre o título de e-knowledge market descreveu que os mercados de conhecimento podem incluir vários conceitos: mercados de conhecimento digital, redes de conhecimento, mercados de e-learning, comércio de conhecimento, mercados de especialistas, mercados de capital intelectual de e-lance, mercados de propriedade intelectual, lojas de conhecimento, leilões de conhecimento, trocas de idéias, mercados de e-work e mercados de talentos etc. 

Estamos vivenciando uma era de grandes mudanças. Vários autores enfatizam que vivenciaremos um processo rápido de mudanças, nos mesmos moldes que a revolução industrial definiu o trabalho no século XX. Um exemplo desta transição é o portal “Keen”, que oferece conselhos sobre uma variedade de tópicos e já recebeu mais de 100 milhões de dólares da comunidade de capital de risco, e também da empresa Ernest Young, que atualmente está dividida em duas empresas, a Accenture, com foco em consultoria e a Arthur Andersen, focada em auditoria. Ambas oferecem serviços de aconselhamento on-line. 

Um portal corporativo tem um grande alicerce para a disseminação do conhecimento e podem gerar grandes retornos financeiros para as organizações com os mercados de conhecimento. Os países em desenvolvimento já têm esse “novo negócio” maturado e investem bastante na exportação desse bem. Está na hora dos países em desenvolvimento trocarem os produtos “brutos” pelos inovadores através dos ativos intangíveis e repensarem a visão dos portais como uma grande ferramenta para esse mercado.

Caros amigos, está na hora de fazer uma reflexão sobre toda a sua carreira e não esqueça de cada vez mais enriquecer o seu “capital intelectual” !!!

Gestão do conhecimento

É difícil descrever uma definição final sobre gestão do conhecimento. Nas organizações, um bom programa de gestão do conhecimento deve reconhecer a experiência adquirida pelos seus colaboradores e gestores, valorizando as pessoas, suas capacidades de aprendizagem e socialização e entendendo, sobre tudo, que as pessoas são o ponto central do conhecimento.

O conhecimento de seus colaboradores demonstra o verdadeiro potencial estratégico da empresa.
Todas as organizações são formadas por seres humanos e eles podem ser entendidos como dotado de três dimensões psíquicas: a do conhecimento, a das emoções e a das sensações, ou também chamadas: a cognitiva, a emocional e a situacional (CHOO, 2006).

Normalmente os seres humanos têm uma das dimensões mais desenvolvidas em si, muitas vezes devido à cultura de seu povo ou em algo social que interferem na formação de sua personalidade. Dentro das organizações, isso resulta em decisões pelos gestores que tendem a serem racionais, ou, emotivas, ou mesmo situacionais que nem sempre se revelam a mais apropriada para o momento, podendo gerar conflitos.

Geralmente os conflitos surgem devido à dimensão psíquica entre o decisor e sua equipe ou grupo de pessoas, onde cada um tende a interpretar a decisão com base na sua dimensão psíquica.


Entender as pessoas e sua capacidade de aprendizado pode ser um grande diferencial para a empresa alavancar os seus negócios.

Cada colaborador, ao ser contratado, traz consigo uma grande bagagem de aprendizado que obteve ao longo de sua vida pessoal e profissional, mas que normalmente são cobradas pelas empresas por seus conhecimentos explícitos, aqueles que, entre outros, aprenderam em universidades e cursos.

Com isso, a empresa não utiliza completamente o potencial de seus colaboradores no sentido em aproveitá-lo em todas as suas aptidões.

O conhecimento tácito, que em grande parte das organizações que não são focadas na gestão do conhecimento deixa de explorar, significa o conhecimento advindo da experiência, ou de tudo que aprendeu ao longo da vida. Esse conhecimento é subjetivo e bastante relacionado com as habilidades das pessoas.

Implantar a gestão do conhecimento em uma empresa requer bastante dedicação de seus gestores e colaboradores e um dos fatores de sucesso é “amarrar” esse trabalho ao planejamento estratégico.

A gestão do conhecimento deve ser um objetivo estratégico e devem estar bastante claro ao corpo humano da empresa todos os seus processos, indicadores, evolução e manutenção sobre a gestão.

Causas e efeitos, um fato para pensar!!.

Gostaria de compartilhar com vocês sobre um livro, que em primeiro instante fiquei um pouco desconfiado e intrigado. É um livro diferente, não fala de tecnologia e aborda assuntos ligados a economia de uma forma diferente e intrigante.

O nome do livro é “Freakonomics”, dos autores Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner, editora Campus. Os autores contam pequenas histórias e lendo-o, acabei achando  fantástico e me fez refletir um pouco mais sobre sistemismo e sua dinâmica. Alguns podem imaginar que sistema remete apenas a softwares ou programas instalados em computadores, mas sistema tem um amplo sentido. Alguns autores, como Mario Bunge, dizem que tudo é um sistema ou parte dele.

A identificação do que é um sistema é importante para fazermos comparações e previsões e até mesmo para simularmos resultados. Sistemas complexos fazem parte do dia-a-dia e é um grande desafio decifrarmos todos os seus mistérios. Acho intrigante a forma dinâmica de como as coisas acontecem. Se imaginarmos as causas e seus efeitos, começamos a entender como o universo interage.

Em conversa com uma colega, ela comentou sobre a notícia que alguns veículos de comunicação, de grande audiência e que utilizam a internet para divulgar suas matérias e notícias, estão voltando atrás sobre a disponibilização de informação aberta e gratuita na internet.

Na verdade, quando se iniciou o movimento do “tudo grátis”, para ler notícias em jornais na web era necessário pagar uma mensalidade. Contrapondo com o tempo e socialização do uso da internet, a informação passou a ser necessária e gratuita.

Se imaginarmos um gráfico, teve a incidência de um grande aceleramento exponencial em divulgações de notícias gratuitas na internet durante os últimos anos, mas o custo não é baixo para manter um veículo de comunicação sempre atualizado e com qualidade.

Esse fato me fez pensar no livro que indiquei. Será que voltando a cobrar por    assinaturas resolve o problema dos altos custos?? Será que não está ocorrendo um erro de análise do sistema em questão? Penso que os líderes desses veículos deveriam refletir um pouco mais nas causas e efeitos do problema. Pode ser um erro voltar a cobrar as mensalidades, por mais baixas que sejam.

 O erro pode estar justamente na falha da identificação das causas. Outro exemplo é sobre a questão da água. Várias campanhas estão circulando na mídia sobre a necessidade de racionalizarmos a sua utilização. Atrizes famosas dizem fazer suas necessidades “líquidas, eu espero” ao tomarem banho. Concordo que o problema da falta de água no futuro é algo muito alarmante e real.

Mas, é importante enxergarmos as causas e seus efeitos. A causa aparente da falta de água no futuro está bastante diagnosticada e focada no crescimento populacional. Quanto maior a população, maior o consumo.

 A água se renova, mesmo que se aumente o consumo, mas mesmo assim, realmente é muito importante racionalizá-la. Conversando com especialistas, o que realmente afeta a quantidade de água disponível está no desmatamento às margens das nascentes dos rios. Fato que se deve com o aumento da exploração da agropecuária, com plantações muito próximas das nascentes e desmatamentos causados pela substituição das árvores por campos de pastagens e manejo.

Entretanto, vejo poucas propagandas veiculadas em prol da proteção das margens e nascentes dos rios. Será que estamos sendo assertivos na causa e efeitos do aumento da falta de água no futuro? Pense nisso e analise bem o sistema e veja as reais causas e seus efeitos!!

Processos Organizacionais…

Caros amigos (as), esse texto descreve de uma forma sucinta o que são “processos” em uma organização.Toda empresa, independente do ramo a que pertence, porte, tempo de mercado entre outros, possui internamente processos organizacionais.

Embora os processos estejam “acontecendo”, muitos gestores e colaboradores têm dificuldades em visualizá-los, ou seja, identificar e controlar no exato tempo em que o fluxo dos processos está em execução.

Nas empresas, existe um fluxo de informações que trafegam entre suas áreas organizacionais. São atividades executadas com determinado objetivo e executadas por alguém para alguém. O “alguém” não simboliza somente pessoas (físicas), também pode simbolizar eventos, áreas funcionais, etc…

Esse fluxo de atividades ou também chamado de fluxo de trabalho (workflow), se compararmos com o corpo humano, seria como o sangue percorrendo as veias que passam por cada parte do corpo. Se continuarmos com esse exemplo, notamos que se interrompido esse fluxo, o corpo humano estará comprometido e conseqüentemente a vida é interrompida.

Nas empresas também não é diferente, se o fluxo de trabalho entre as áreas não está acontecendo de maneira correta, a principal conseqüência negativa é no atendimento ao cliente. Se o cliente não está satisfeito, a empresa corre sérios riscos.
Para identificar Processos, sejam organizacionais ou não, verificam-se três pontos fundamentais, são eles: Entrada + Processamento + Saída. Conseguindo atingir esses três pontos, temos um Processo. Ex: Ir ao restaurante para almoçar.

Primeiro o cliente faz a solicitação do pedido ao garçom (entrada), ele vai até a cozinha e executa o pedido (processamento) e volta à mesa do cliente com o prato pronto para ser consumido (saída). Note, isso é apenas parte do processo “almoçar”, mas que tem ligação com outros processos.

Se você ir ao restaurante para almoçar e após isso for para o trabalho, então temos outro processo com suas entradas, processamentos e saídas e assim o fluxo segue sucessivamente.
Para se ter o controle dos vários processos que ocorrem em uma empresa, primeiro é necessário identificá-los. Para essa identificação, uma das técnicas que se pode utilizar é o mapeamento de processos. Essa técnica visa mapear os processos organizacionais da empresa e um dos métodos para esse executar esse trabalho é o de entrevistas com os envolvidos.

Na entrevista, a pessoa que estará conduzindo os questionamentos deve se preocupar em extrair o máximo de informações do entrevistado. O importante é o foco nas tarefas e atividades que ele executa em função da área ou setor em que trabalha.

Após esse trabalho, cabe ao condutor do trabalho fazer uma análise criteriosa das informações levantadas e criar um mapa da empresa para que se possa mostrar “visualmente” como está o fluxo atualmente. Uma dica é fazer uma reunião para apresentar aos gestores e colaboradores da empresa a situação atual e deixar um tempo após a apresentação para que eles possam identificar os problemas que a empresa está enfrentando versus o mapa apresentado.

Provavelmente todos irão notar que existem vários processos mas alguns não estão dentro de um fluxo. Após esse trabalho inicial, é hora de começar a colocar a casa em ordem. Dica: Faça várias reuniões com os gestores e colaboradores, pode ser em forma de workshop ou reuniões informais, mas que se discuta qual a melhor forma de executar os processos dentro do fluxo desejado.

Não esqueça também de criar indicadores para poder avaliar o resultado.

Você é metacompetente?

Analisando a atualidade do nosso mercado de trabalho, é interessante entender que não basta sermos competente somente em um assunto específico. Concordo que, ser simplesmente competente já não é fácil. Para sermos competentes temos que reunir conhecimentos, habilidades e atitudes referentes a assuntos específicos. Mas tudo isso ainda não basta.
Imagine um Engenheiro Civil, que possui vários anos de experiência, já elaborou projetos grandiosos e resolve abrir uma empresa no ramo da construção civil. Será que ele terá sucesso no novo desafio? Possivelmente. A experiência em grandes projetos, o aprendizado da faculdade e dinheiro para abrir a empresa não é problema, tudo faz parte do planejado. Mas, neste novo desafio, ele deverá ter uma competência diferente da que estava preparado e acostumado enquanto empregado: gerir a sua própria empresa. A chave do sucesso será com certeza a sua competência em ser um bom administrador e um bom engenheiro. Veja que ele precisará ser competente duas vezes.

A metacompetencia é a colaboração entre as competências, que são chamadas de competências essenciais e competências transversais. As competências essenciais, utilizando o exemplo anterior, são as que o engenheiro obteve na sua formação universitária e carreira e que são complementadas pela competência transversal, que é a sua capacidade de gestão. Para o sucesso da sua nova empresa, o nosso amigo engenheiro precisará ser “metacompetente” e deverá se aperfeiçoar nas duas áreas.

Hoje em dia, não é difícil encontrar colaboradores que ajudam a empresa não somente na função em que foi contratado. Observe na empresa em que você trabalha e veja se encontra algum colega que colabora com conhecimentos em uma área ou assunto diferente de sua formação ou função e tire as suas conclusões. Ah! Não se esqueça da auto avaliação.

Se você quer ser competitivo e buscar novos desafios, observe que empresas de recrutamento geralmente buscam por profissionais com boas qualificações na área de atuação que será contratado, mas ter competências em outras áreas passa a ser um diferencial que pode ser decisivo na sua contratação. Pense nisso, e busque ser metacompetente!!!